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O Parque do Povo está mais perto de ser entregue à população

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Publicação: 17/10/2007

Terminou terça-feira (16/10) a desocupação pacífica de 85 famílias que viviam em uma das áreas do Parque do Povo. As famílias moravam no local há mais de 20 anos e permaneceram amparadas por uma liminar da Justiça. A operação da Secretaria das Subprefeituras, iniciada na segunda-feira (15/10), foi possível após a cassação da liminar, com o julgamento da ação pelo Tribunal de Justiça, publicado na última sexta-feira (12/10). A maior parte das 80 construções foi demolida pelas equipes da Secretaria das Subprefeituras e da Subprefeitura de Pinheiros. As famílias saíram pacificamente e a mudança foi transportada por 20 caminhões da Prefeitura. Duas famílias foram encaminhadas para albergues municipais, uma na região da Penha e outra na de Pinheiros; e uma família de cinco pessoas solicitou passagens para retornar à sua cidade de origem. O restante dos moradores preferiu ir para a casa de amigos ou parentes. A Prefeitura também ofereceu cadastro para programas de atendimento habitacional. "A retomada dessa área é mais um passo da Prefeitura para devolver à população o que é seu", disse o secretário das Subprefeituras. "A utilização do espaço para o bem coletivo é determinada inclusive pelo tombamento da área", completou. Desde 2006, a Secretaria das Subprefeituras tem realizado diversas intervenções para a retomada da área, invadida por instituições e agremiações esportivas que exploraram comercialmente o espaço público por mais de 20 anos, com a cobrança pelo uso de quadras de futebol, bares e até um forró. Das 11 áreas ocupadas indevidamente, a Prefeitura já conseguiu retomar sete, sendo que as ocupações restantes ainda estão amparadas por liminares da Justiça. Todas as áreas retomadas tiveram as edificações demolidas e estão recebendo manutenção constante. Em junho deste ano foi assinado o termo de cooperação que permite a adoção do Parque do Povo pela construtora WTorre. A empresa ficará responsável pela área por três anos e deverá investir cerca de seis milhões de reais para garantir a implantação do projeto que transforma o local em um parque. O projeto A partir da formalização do termo de cooperação entre a Prefeitura e a WTorre foi possível a elaboração do projeto executivo para a revitalização do parque. O projeto foi finalizado em setembro, mais ainda passa por detalhamentos até que receba a aprovação da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) e do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), já que 107 mil m² são tombados desde 1995. Com as aprovações, a construtora poderá começar as obras que devolverão uma área total de 112 mil m² à Cidade de São Paulo. Como as obras serão feitas por etapas, cada área revitalizada já poderá ser aberta para a população antes do término das intervenções e enquanto a Prefeitura tenta retomar as demais áreas na Justiça. Estima-se que, quando pronto, o parque terá uma visitação de cinco mil pessoas por fim de semana. O projeto paisagístico elaborado pela Secretaria de Coordenação das Subprefeituras tem proposta pioneira em São Paulo, com caráter educacional e cultural. A idéia é que o parque se torne um modelo de adoção, com predominância da vegetação nativa do Brasil - 80% e, principalmente, de São Paulo, com espécies que podem ser utilizadas para projetos paisagísticos em outras áreas da Cidade. Para o parque estão previstas sete trilhas auto-explicativas, que serão compostas pelas coleções de plantas e famílias botânicas específicas, como as pteridófitas (samambaias), palmeiras e as mirtáceas (árvores frutíferas). Todas as espécies serão identificadas por placas educativas, com pequenos textos informando o nome científico e popular de cada planta, assim como a origem e algumas informações históricas ou curiosas. Entre as sete trilhas está o jardim sensitivo. O espaço será criado com total acessibilidade para portadores de deficiência ou pessoas com mobilidade reduzida. As plantas do jardim são espécies que despertam algum sentido humano: tato, olfato ou paladar. Todas poderão ser tocadas, cheiradas e até mesmo mordidas, para que as pessoas possam conhecê-las em sua essência. Na frente de cada espécie haverá placas com o nome e um breve histórico da planta, escritos também em Braile. A proposta para a área esportiva é implantação de equipamentos totalmente acessíveis, além da criação de sete praças de informação, com placas de orientação geral sobre o parque, que serão instaladas nos pontos de cruzamento das trilhas ecológicas, em espaços que também poderão ser usados para descanso ou exercícios relacionados à caminhada. O parque terá um campo de futebol de várzea e três quadras poliesportivas com pisos permeáveis para esportes como futebol, peteca, queimada e vôlei de praia, que contarão ainda com marcações específicas para esportes paraolímpicos. Próximo do campo de futebol de várzea, em uma das praças de informação, deverá ser instalado um Memorial do Futebol de Várzea, que terá painéis explicativos com fotos sobre a atividade freqüente no local antes da existência do parque. Dentro do parque serão construídos cerca de 1.320 metros de pista para ciclovia e 1.650 metros de trilhas para caminhada, sendo que as calçadas externas também serão projetadas para essa prática, tendo cerca de cinco metros de largura, dos quais dois serão usados para faixa de serviços (instalação de lixeiras e outros equipamentos do mobiliário urbano). O restante deverá ficar livre para atender essa proposta de lazer. O Parque O Parque do Povo está localizado entre as avenidas Cidade Jardim, avenida Nações Unidas e Rua Henrique Chamma. O espaço de 112 mil m² era da Caixa Econômica Federal e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em 25 de agosto de 2006, os dois órgãos federais assinaram um documento que garante a cessão da área para a Prefeitura, por 20 anos, para que esta possa implantar o projeto e atender as determinações do tombamento do parque, que define o espaço como algo para fruição coletiva. Deste então, a Prefeitura tem lutado para retomar o local e finalmente devolvê-lo à população.
Fonte:   Portal Prefeitura de São Paulo


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