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Passeios pela cidade de Amparo I

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Page Views: 319
Publicação: 01/03/2008

Edifício do Mercado Municipal
O projeto apresentado pelo engenheiro arquiteto Alexandre Albuquerque para a construção do novo Mercado foi aprovado em 1906. O arquiteto buscou inspiração na arquitetura oriental numa alusão às tradições comerciais dos povos árabes. A Câmara Municipal contratou a obra com José de Souza Carvalho e Carlos Remorini e a inauguração se deu em 1912.

Residência do Dr. José Ferraz de Oliveira
Este edifício ficaria pronto em 1879. Quem o mandou construir fora o médico baiano, dr. José Ferraz de Oliveira, o mesmo que, dois anos antes, havia se desdobrado na brigada Contra a Varíola. Juntamente com o dr. Mathias Lex ele proclamara a vacinação para todos e dera início à construção do Lazareto.

Pouco tempo o dr. Ferraz ficaria em Amparo e no mesmo ano de 1879 ele venderia a casa para a viúva de Estanislau Furquim de Campos Cintra, proprietário da Fazenda Fortaleza do Rumo. Através dos mecanismos de herança, a casa ficaria com a família por muitos anos.

Com a morte de Hildebrando Cantinho Cintra nos anos 1940, a casa foi vendida e por curto espaço de tempo teve vários proprietários até chegar às mãos do fotógrafo Elisário de Castro Negrão. Por quase cinqüenta anos a casa serviu como residência a ele e ao seu “Foto Negrão”.


Residência de Dona Maria Salomé
Este é o único exemplo do neocolonial entre os edifícios de Amparo. Foi projetado e construído pelo arquiteto Amador Cintra do Prado para Dona Maria Salomé Silveira, em 1927.


Residência de Major Jacinto José de Araújo Cintra
Exemplo de extremo luxo, essa residência foi idealizada e construída por José Ricardo de Aguiar, ficando pronta em 1902, um ano depois da morte do proprietário. O Major havia sido um dos grandes produtores de café do Município em sua Fazenda Santa Helena, no bairro do Brumado.

A residência apresenta entrada lateral, o que determina, em planta, um corredor em “L”. O acesso à porta principal é feito através de uma escada de mármore, guardada por gradil em ferro com acabamento em madeira. A porta de entrada tem um entalhe com máscara meio animal, meio vegetal, o que mostra fortes reminiscências maneiristas.

Conjunto de casas construídas por Jerônimo Recch (I)
Este conjunto de casas foi concebido originalmente com dois cômodos e representava as de aluguel mais barato. Suas fachadas guardam o aspecto original.


Residência de Jerônimo Recch

Jerônimo Recch, procedente do Tirol, chegou em Amparo no final dos anos 1870. Estabeleceu-se com olaria no final da rua Duque de Caxias, então rua Formosa. Casou-se com Domingas Mozer, imigrante tiroleza que tinha vindo com a família para a fazenda Salto Grande, de propriedade de Joaquim Bonifácio do Amaral, o Barão de Indaiatuba.

Além de produzir tijolos e telhas para comercialização, Jerônimo Recch dedicou-se à construção de casas pequenas para aluguel. Quando faleceu, em 1921, deixou para a esposa e seus filhos Flório, Amábile, Amélia, Rosa, Paulino e Josephina, setenta e duas casas de aluguel.

Residência do Barão de Campinas
Este exemplar é o mais antigo sobrado remanescente da cidade. Sua construção remonta 1836 e serviu como residência-sede de uma chácara de José da Silveira Franco na então rua de Baixo, hoje Barão de Campinas.

Mais tarde foi adquirido pelo comendador Joaquim Pinto de Araujo Cintra, o futuro Barão de Campinas, que o reformou e imprimiu nas fachadas, a linguagem de tradição clássica que o caracteriza até hoje. Nesse edifício, como hóspede do barão, hospedou-se D. Pedro II quando de sua visita a Amparo em 1878.


Conjunto de Residências construídas por Antonio Gonçalves de Oliveira Bueno
Esse conjunto foi construído pelo mestre carapina José Domingues de Carvalho Gonçalves de Oliveira Bueno em 1876 para Antonio Gonçalves de Oliveira Bueno. É hoje o mais antigo representante dos anos 1870 quando, em Amparo, a técnica das taipas dava lugar à alvenaria de tijolos. Além de evidenciar a tradição clássica, de ser o único com o ático revestido em azulejos portugueses e encimados por esculturas em terracota, esse conjunto pode bem ter sido o primeiro com finalidades residenciais a ser construído em tijolos na cidade.

Residência de Wilson Cilotti
Este edifício foi construído em 1898 e serviu como residência de Pedro Nolasco da Silveira, então proprietário da Fazenda São Pedro do Brumado.

A fachada principal é composta por quatro pilastras, encimadas por capitéis coríntios, sendo duas laterais e outras duas que acentuam a presença da porta principal, ladeando-a. O entablamento é composto por friso, cimalha e ático, encimado por elementos que acentuam o posicionamento das pilastras.

Sobre as quatro janelas da fachada principal estão posicionados frontões triangulares que se apóiam sobre pares de consolos. Sobre a porta com bandeira de ferro, em arco pleno, posiciona-se um frontão curvo que lhe transmite um aspecto de redundância.

Residências do Primeiro Núcleo Urbano
No início do século XIX existiu, às margens do caminho que da região de Campinas dirigia-se ao sul de Minas, uma pequena Capela na região da atual praça Jorge Pires de Godoy. As constantes inundações do rio Camandocaia, aliadas às intimações da Igreja, fizeram com que os moradores do entorno da Capela transferissem-na para uma colina de cotas mais altas. A cidade se desenvolveu unindo esse núcleo novo (atual praça João Batista Lisboa), ao antigo (hoje praça Jorge Pires de Godoy).

Embora tenham passado por diversas reformas, os edifícios do antigo “largo da Cadeia Velha” constituem-se nos poucos e únicos remanescentes do povoamento inicial de Amparo.

Edifício do Hospital Anna Cintra
Como o Teatro João Caetano, o Anna Cintra foi projetado pelo engenheiro-arquiteto Manoel Ferreira Garcia Redondo e inaugurado também em 20 de março de 1890. Completou a dupla que representou o marco definitivo na futura transformação formal dos edifícios novos da cidade. Além disso, essa dupla representou as aspirações da sociedade para com o advento da modernidade.

O João Caetano e o Anna Cintra são contemporâneos dos estudos que viabilizaram, mais tarde, o abastecimento de água, a rede de esgotos e a iluminação pública de Amparo.

Conjunto de Residências do Hospital Anna Cintra
As residências tinham o propósito de auxiliar no saneamento das despesas do Hospital através de seus aluguéis quando foram idealizadas nos anos 1890.

Esse conjunto, hoje tombado pelo CONDEPHAAT, é composto por vinte e quatro residências, com sua fachada se alongando por mais de 100 metros, constituindo uma grande superfície plana no alinhamento da calçada. A horizontalidade do conjunto, enfatizada pelos áticos e cimalhas, é equilibrada pelas aberturas verticais das portas e janelas que, além disso, engendram um ritmo compassado.

Residência de Piero Fioravanti
Esse sobrado foi construído por Antonio Galvão de Oliveira Barros, em 1895, às margens da “estrada de Luís Aranha”, hoje rua Barão Cintra. Antes mesmo do término da construção ele era vendido ao coronel Luís Leite. Em 1904 a posse do sobrado é transferida para a família Loureiro. Com a morte de Joaquim Loureiro, o edifício passa a pertencer à família de Irineu Loureiro e com ela permanece até os anos 1980. Após um período de relativo abandono o sobrado foi adquirido, em 1993, por Piero Fioravanti que promoveu uma cuidadosa restauração com projeto de responsabilidade do arquiteto Kasue Marubayashi.



Fonte:   Roberto Pastana Teixeira Lima, no site da Prefeitura Municipal de Amparo



Fotos Adicionais

Mapa do Passeio
 


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